- Dia 29 de junho (segunda) na Praça Mauá (frente a Prefeitura) às 12h- Espetáculo De Olho no Porto.
- Dia 03 de julho (sexta) na Pouca Farinha(Guarujá) às 15h-Espetáculo Bufonarias II
- Dia 11 de julho (sábado) dentro da Mostra de Teatro Olho da Rua 2009 na Praça da Paz (Zona Noroeste) às 16h - Espetáculo Arrumadinho.
- Dia 12 de julho (domingo) dentro da Mostra de Teatro da Zona Norte em São Paulo às 15h no Parque Edu Chaves-Espetáculo Arrumadinho.
- Dia 26 de julho (domingo) dentro da Mostra de Teatro Olho da Rua 2009, Brava Companhia às 18h no Emissário Submarino - Espetáculo A Brava.
Domingo, 28 de Junho de 2009
Apresentações em Julho
Domingo, 21 de Junho de 2009
Trupe D`Areia na Mostra de teatro Olho da Rua

Não Percam!!!!
Links com a Tv Tribuna sobre a Mostra de Teatro Olho da Rua sexta dia 12/06/2009
http://www.tvtribuna.com/videos/?video=24190
sábado dia 13/06/2009
http://www.tvtribuna.com/videos/?video=24236
Em caso de chuva 2h antes da apresentação, esta será tranferida para as dependências do Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av.Pinheiro Machado-Teatro Municipal)
Sábado, 13 de Junho de 2009
É Hoje Oigalê na Fonte Sapo

É Hoje!!!
Oigalê em Santos,às 15hs na Fonte do Sapo ( orla do bairro da Aparecida)
O grupo Oigalê da cidade de Porto Alegre vai encenar o espetáculo "Negrinho do Pastoreio" dentro da programação da Mostra de Teatro Olho da Rua-2009
Links com a Tv Tribuna sobre a Mostra de Teatro Olho da Rua sexta dia 12/06/2009
http://www.tvtribuna.com/videos/?video=24190
sábado dia 13/06/2009
http://www.tvtribuna.com/videos/?video=24236
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Oigalê - C.A.T. apresentará dia 14 de junho às 15h na Fonte do Sapo em Santos-SP, espetáculo NEGRINHO DO PASTOREIO
Se chover até 2h antes do espetáculo, será transferida a apresentação para as dependências do Centro de Cultura Patrícia Galvão (Teatro Municipal - Av.Pinheiro Machado, nº 48)


A Fonte do Sapo fica na orla da praia da Aparecida (entre os canais 5 e 6) - Av.Bartolomeu de Gusmão s/n.
Mais informações sobre O NEGRINHO DO PASTOREIO acesse
www.oigale.com.br/esp_NP.htm
Assista um fragmento do espetáculo em
www.oigale.com.br/videos.htm
Domingo, 31 de Maio de 2009
Apresentação do espetáculo "Arrumadinho'' da Trupe Olho da Rua dia 05/06 (sexta) às 12:30hs ( hora do almoço) Praça Maúa- Centro de Santos-SP

Etapa Municipal do Projeto "Mapa Cultural" do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Prefeitura Municipal de Santos.
Espetáculo: Arrumadinho - Trupe Olho da Rua
Dia - 05/06/2009 (sexta-feira)
Local - Praça Maúa ( em frente a Prefeitura Municipal de Santos)
horário - 12:30hs ( hora do almoço )
Apresentação do "Pombas Urbanas" 24/05



Nesse último dia 24, a cia paulistana "Pombas Urbanas", abriu o Mostra de Teatro Olho da Rua-2009 com o espetáculo "Histórias Para Serem Contadas" na praça da FEIRARTE no bairro da Aparecida em Santos.Após o espetáculo foi realizado um produtivo bate-papo com o público presente aonde os "Pombas" dividiram com os presentes aspectos do seu processo de criação e da sua história de vinte anos de resistência e criação teatral, em especial a conquista e a construção do Centro Cultural "Arte em Construção" localizado na Cidade Tiradentes(bairro de São Paulo) e de como estão conseguindo comungar o seu processo artístico com a comunidade.Parabéns ao Pombas, que nos brindaram com um belo espetáculo de peito aberto para a rua.
Caio Martinez
mais informações sobre o grupo em
www.pombasurbanas.org.br
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Domingo, 19 de Abril de 2009
Espetáculo De Olho no Porto
A Fundação SETTAPORT em parceria com a Trupe Olho da Rua, tem a honra de apresentar o espetáculo De Olho no Porto; que faz parte do projeto "De Olho na Segurança do Trabalhador Portuário", ressaltando a importância do uso de EPIs, equipamentos de uso obrigatório no trabalho.
O espetáculo conta a história de Zé, um portuário tranquilo e esforçado, apaixonado pelo cais, pela família e pelo samba.
Com música ao vivo, o espetáculo faz o público se encantar chorando, rindo, cantando e refletindo.
27 de maio às 19h no Teatro Coliseu
No elenco:
André Di Paulo, Alan Plocki, Caio Martinez, João Paulo Pires, Mariana Guarnieri, Raquel Rollo, Rogério Ramos e Sergio Argento.
Texto e Direção:Caio Martinez
Produção:Raquel Rollo e Caio Martinez
Realização:
Fundação SETTAPORT de Responsabilidade Social e Integração Porto Cidade
&
Trupe Olho da Rua
Outras apresentações:
16 de Maio - "Arrumadinho" na Virada Cultural em Mogi-Guaçu às 21h (Rua em frente ao Teatro)
17 de Maio- "Arrumadinho" na Virada Cultural em Santos às 14h30 na Casa da Frontaria Azulejada
20 de Maio - "Arrumadinho" às 16h na Praça Padre Champaghat - Praça da Gota de Leite(Santos)
24 de Maio - Pombas Urbanas às 17h na Feirarte(grupo convidado de São Paulo para Mostra de Teatro Olho da Rua 2009)-Espetáculo Histórias Para Serem Contadas.
Sábado, 18 de Abril de 2009

Eis aqui a última Matraca Cultural de um homem que não poupava esforços, dedicando sua vida a cultura.
Saudades Maia...
12/04/2009
O Provincianismo do colonizado
Dizia o Nietzche que –“o outro lada da moeda da moral do senhor ainda é a moral do senhor”. Ele dizia isso para alertar ao escravo que, se desejava lutar contra o seu explorador, tinha de criar uma nova moral, não bastava apenas fazer o contrário para ser “verdadeiro”. Essa máxima nos faz pensar um pouco como se dá a luta política por parte daqueles que tem um fraco entendimento de sua prática.
Esse início é só para dizer como é infantil, risível e boçal a piadinha do Senhor Presidente a República sobre o convite do FMI para que o Brasil lhe empreste dinheiro. Disse o Presidente com suas palavras “irônicas”: “não é uma piada, nós que ficávamos de crise em crise fazendo empréstimos do FMI agora emprestarmos dinheiro para ele? Eu me lembro que na década de 70 carregava cartaz com os dizeres fora FMI.” Ainda na primeira gestão do senhor Lula da Silva fui convidado a participar de uma reunião de secretários do PT na cidade de Osasco a convite do Partido. Antes de mim falou o “Silvinho”, é ele mesmo, o Silvinho da Land Rover usada. E todo empolgado, com o poder e com suas próprias palavras, é incrível como a gente se torna narciso com a proximidade do poder, dizia de uma pesquisa que tinha sido feita sobre o governo do Lula e aparecia, como acerto em primeiro lugar, a Política Externa. E toda a claque de Secretários de Cultura o aplaudiu freneticamente.
Depois de duas horas de atraso, da hora marcada para que eu falasse, comecei a minha “parolação” comentando, no meu modo de ver, essa besteira dita por um dos secretários do Partido dos Trabalhadores, que comemorava os resultados da política externa e nada comentava e/ou comemorava das políticas internas. No meu modesto modo de ver não encontrava nenhum motivo para comemoração, a não ser por uma submissão colonizada de se querer agradar o estrangeiro, o europeu culto, os grandes “major” das transnacionais, deixando o povo a ver navio.
Novamente, e infelizmente, o Presidente da República fica contente em emprestar dinheiro para o FMI, sendo que o que deveríamos comemorar era algum fato que, de fato, tivesse beneficiado a maioria excluída da população. Embalado pelo elogio do Obama – “este é o cara”- a espalhar seu sorriso pelos noticiários nacionais e internacionais, o que está sendo camafluda é a situação em que se encontra as principais áreas de política públicas sociais – educação, saúde, emprego, moradia, saneamento, doenças endêmicas (quem diria que o estado de São Paulo sofreria uma ameaça de febre amarela a dois anos atrás?), etc. e tal. Como diz Guy Debord - o nosso Presidente aprendeu rápido, depois de 20anos disputando eleições e perdendo por não ter uma “imagem” aceitável (assim diziam seus marqueteiros, tipo Duda Mendonça) que na nossa sociedade a “imagem” prevalece sobre a realidade. Assim, a piadinha do empréstimo de dinheiro para o FMI faz com que muitos simplórios acreditem que agora somos independentes e estamos por cima da carne seca. E deve ter um monte de “fãs” do presidente comemorando, como se tivessemos ganho uma Copa do Mundo.
O que, como indivíduo, tem me irritado muito ultimamente, é a ambição provinciana de nossos políticos. Tanto a situação como a oposição, e por isso o país está nesse marasmo ideológico e político, ambicionam o menor, o pequeno, o irrisório, se contentam com aquelas “vitórias de Pirro” que nada acrescentam. E esse sentimento tem sido passado para o restante da população. Desesperançada, sem paradigmas que lhe apontem um “futuro” muito distinto da miséria espiritual e material em que vive, passa a ambicionar o “ridículo” da vida. Vamos ver alguns exemplos. Por exemplo, não acompanho novelas, mas aqueles que o fazem dizem da falta de qualidade das últimas produções da globo platinada. No “Caminho das Índias”, em um capítulo, a Vera Fischer chega na Índia entra em uma loja de um indiano, todos falam Português como se todos os espectadores fossem idiotas. A verossimilhança que se dane. E o público, por puro comodismo e conservadorismo, contuinuam assistindo e dando Ibope a rede. Nas discussões para as eleições de 2010, outro exemplo, o “grande partido de oposição” ("faz me rir o que andam dizendo") o PSDB fica na picuinha do Aécio e do Serra, como se tivesse alguma importância para a nação, Nenhum dos dois diz algo substancial, que indique que haverá alguma mudança nos rumos da administração federal. Olhando o governo mineiro e paulista, aqueles que tem algum senso crítico, sabem que nada mudará, até porque os dois adoram as “imagens”e fazem muito pouco do povo, que não passa de voto a ser conquistado. Vide quando Serra ganhou a Prefeitura de São Paulo, prometeu que ficaria até o último dia e caiu fora para ser Governador. Pena que a nossa memória não passe de alguns dias apenas e nossa indignação fique por conta de alguns palavrões somente.
E os cidadãos o que fazem? Ou, melhor, há alguma coisa a ser feita? Ou, como gostam os políticos, somos meros espectadores esperando a hora de, como coadjuvantes, ir até uma sessão eleitoral depositar o nosso voto em um boçal qualquer da política local ou federal? Essa boçalidade e provocação das “elites” chega ao cúmulo do que fizeram com a dona da Daslu. Presa e condenada a 94 anos é solta, e toda a imprensa condenou a justiça que a prendeu, pelo fato de que ela está com uma doença grave. E a maioria dos medíocres devem ter concordado com esse ponto de vista, já que a tendência do explorado é adotar a “moral” do explorador. Esses acontecimentos vai moldando a nossa mente, as nossas ambições pessoais, introjetado em nosso ser, como se fosse nossa própria pele. Como se vacinar contra essa mediocridade? Não tenho a receita, mas seria interessante que todos fizessem um esforço para encontrar um fórmula que conseguisse reverter esse triste quadro social e cultural do país.
Pacto Republicano. Eu sempre pensei que, por vivermos em uma República Federativa, os poderes constituidos - Executivo, Legislativo e Judiciário - não necessitasse de fazer pacto nenhum para serem republicano. Mas está semana reuniu-se em Brsilia - Lula, Sarney, Michel Temer e Gilberto Mendes - para fazerem um pacto repubalicano. Será que agora seremos uma república? Isto é, como diz a nossa carta magna - todos seremos iguais perante a lei? O que esconde esse pacto é a sua real motivação. Ele está sendo alardeado contando com nossa falta de memória e submissão cultural aos poderosos. Esse pacto republaicano nada mais é que a reafirmação dos direitos dos mais iguais, isto é, das nossa elites -conômica e política- sobre o sem direito, a maioria da população. E tudo porque os nossos defensores públicos, inclusive seu Gilmar Mendes, ficaram escandalizados com o uso de algemas na prisão do senhor Daniel Dantas que está, paulatinamente, sendo transformado de réu em vítima, agora com o afastamento do senhor Protogenes (que nome mais sem nexo). O pacto republicano é simplesmente para salvaguardar os privilégios dos "enricados". é claro que não inclui, no caso das algemas, aqueels presos da periferia, negros, da classse c, que já deveriam agradecer por estarem vivos. Porque pobre não tem problema só com a algema, mas com os olhos roxos de apanhar na delagacia, quando não são jogados de alguma ponte em um rio qualquer como aconteceu dias atrás. E as cadeias, que swriam para recuperar o condenado, continuam sendo depositos de humanos e fábricas de bandidos. E os planos de saúde, principalmente aqueles que atendem a classe média e mais pobres estão falindo e seus usuários sendo deixados na calçada sem nenhum atendimento. Essa crise que vai estourar não levará muito tempo, vai complicar ainda mais o sistema público de saúde que já é um lixo e não respeita os mínimos direitos do cidadão. Outro dia noticiaram que agora no sistema público para se ter uma consulta não poderá demorar mais do que 60 dias. Deve ser o tempo, calculado por algum "Goebles", para que na méida os pacientes passem dessa para a melhor. Mais assim como a gente não vê vereador pegando onibus, não vamos ver deputado e senadores na fila do SUS. Eles tem o privilégio de serem atendidos nos hospitais de ponta do país. Porque eles mostrariam algum intersse por reformular os atual sistema e punir as operadoras dos planos de saúde?
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Estão em cartaz: "Querô" no Galpão do Folias (tel.33612223). "A Curandeira", no Centro Cultural São Paulo. "Encruzilhados" no Centro Cultural São Paulo. "Quem não sabe mais quem é, o que é e onde está precisa se mexer", Cia. São Jorge em seu teatro na Barra Funda. "Os Palhaços", Teatro do Grupo Feijão, teodoro Baima. E se tiverem curiosidade e deixarem de sempre optarem pela mesmice hão de encontrar um monte de outros programas.
Homenagem da Trupe Olho da Rua à Reinaldo Maia.
Domingo, 29 de Março de 2009


primeiro teatro de Santos-SP 1830
Largo da Misericórdia (hoje Praça Mauá) esquina com travessa do Teatro (hoje Rua Riachuelo)
história do teatro do Século - XVIII
Foi somente na segunda metade do século XVIII que as peças teatrais passaram a ser apresentadas com uma certa freqüência. Palcos (tablados) montados em praças públicas eram os locais das representações. Assim como as igrejas e, pôr vezes, o palácio de um ou outro governante. Nessa época, era forte a característica educacional do teatro. E uma atividade tão instrutiva acabou pôr merecer ser presenteada com locais fixos para as peças: as chamadas Casas da Ópera ou Casas da Comédia, que começaram a se espalhar pelo país.
Em seguida à fixação dos locais "de teatro", e em conseqüência disso, surgiram as primeiras companhias teatrais. Os atores eram contratados para fazer um determinado número de apresentações nas Casas da Ópera, durante todo o ano, ou apenas pôr alguns meses. Sendo assim, com os locais e elencos fixos, a atividade teatral do século XVIII começou a ser mais contínua o que em épocas anteriores. No século XVIII e início do XIX, os atores eram pessoas das classes mais baixas, em sua maioria mulatos. Havia um preconceito contra a atividade, chegando inclusive a ser proibida a participação de mulheres nos elencos. Dessa forma, eram os próprios homens que representavam os papéis femininos, passando a ser chamados de "travestis". Mesmo quando a presença de atrizes já havia sido "liberada", a má fama da classe de artistas, bem como a reclusão das mulheres na sociedade da época, as afastava dos palcos.
Quanto ao repertório, destaca-se a grande influência estrangeira no teatro brasileiro dessa época. Dentre nomes mais citados estavam os de Molière, Voltaire, Maffei, Goldoni e Metastásio. Apesar da maior influência estrangeira, alguns nomes nacionais também merecem ser lembrados. São eles: Luís Alves Pinto, que escreveu a comédia em verso Amor Mal Correspondido, Alexandre de Gusmão, que traduziu a comédia francesa O Marido Confundido, Cláudio Manuel da Costa, que escreveu O Parnaso Obsequioso e outros poemas representados em todo o país, e Inácio José de Alvarenga Peixoto, autor do drama Enéias no Lácio.
Fonte: Encena
ARRUMADINHO – Trupe Olho da Rua
Por Jussara Trindade e Licko Turle
(apresentação no 50º FESTA em setembro de 2008)
Seis atores vestidos de mendigos andam a esmo pela praça. Em dado momento aproximam-se do público (já acomodado em banquinhos oferecidos pela produção do evento) e despem os andrajos, aparecendo agora como homens e mulheres “de negócios”, vestidos com ternos e tyllers. Assim é dado início a Arrumadinho, espetáculo que, segundo a Trupe Olho da Rua, pretende provocar uma reflexão sobre o homem moderno e seu patético sonho de prosperidade no mundo globalizado. A apresentação segue a tradição do teatro de revista, por quadros que iniciam com uma canção. O tema da exploração do homem, abordado cenicamente a partir do solo de cada artista, adquire um tom saborosamente popular ao incorporar, além do épico, elementos do circo, farsa e musical. Embora a ludicidade decorrente desta mixagem esteja presente todo o tempo, o grupo revela a preocupação de fazer um teatro de rua acessível não apenas ao público infantil, mas a todos os cidadãos. A capacidade de interação com o público, e a presença inesperada de um artista de rua – um “Carlitos” - passando delicadamente pelo espaço cênico, mostraram que a Trupe está sendo bem sucedida em seu propósito de levar o processo de criação para a rua, substituindo a noção de “espetáculo” pelo de “experimento”. Nessa mesma direção, cada ator traz a sua proposta singular de cena, estratégia que dá frescor à dramaturgia e imprime ao espetáculo características de obra “aberta”. O aproveitamento das habilidades técnicas de cada integrante não se dá apenas quanto à atuação propriamente dita, mas está presente também no trabalho musical que permeia todo o espetáculo. Logo na primeira cena, os atores assumem instrumentos musicais (alfaia, guitarra elétrica, flautas, caixa-de-guerra), utilizando como cenário-cidade as escadarias do histórico edifício atrás para entoar um hino. Nessa cena aparentemente simples, cada ator demonstra um empenho musical cuja importância não costuma ser enfatizada no teatro convencional e que, entretanto, parece ser imprescindível aos grupos cujas propostas estéticas – como é o caso da Trupe - enfatizam o caráter artesanal do teatro de rua. Ainda que o grupo lance mão de recursos tecnológicos, como a transmissão em vídeo e a amplificação sonora, é evidente que os mesmos têm uma função acessória em Arrumadinho; são úteis enquanto ferramentas - capazes de ampliar a presença cênica dos atores e instaurar ali a metáfora da industrialização - mas não sobrepujam nem substituem, em nenhum momento, o trabalho carnal do ator no seu fazer teatral. Desse modo, a Trupe consegue fazer a crítica da sociedade de consumo sem cair na armadilha de, ela mesma, submeter-se aos caprichos de uma excessiva e inútil “modernidade”. Ao contrário, utiliza instrumentos musicais e o canto a partir das possibilidades técnicas de cada integrante, (apenas um ator do grupo possui formação musical específica) mostrando que, apenas com alguns instrumentos acústicos, equipamento eletrônico simples e atores dispostos a investir na própria musicalidade é possível realizar uma “intervenção cênico-musical” de grande valor artístico - e sem perder a dimensão ética de sua proposta!
Domingo, 22 de Março de 2009
Dia mundial do Teatro e do Circo
Parabéns a todos que dedicam sua vida pelo teatro e/ou pelo circo, segmentos de pessoas atuantes, artistas; atores; atrizes;palhaços;malabaristas;acrobatas;mágicos que transformam a magia em questão de segundos.Interessados em levar arte, reflexão, sorrisos, lágrimas para seu público, porém uma profissão desvalorizada... quanto nos dedicamos em levar uma obra, uma palavra para os palcos, para as ruas ou qualquer outro espaço?E o quanto isso é difícil?...
- Nesse dia 27 de março (sexta), a Trupe Olho da Rua apresentará em São Carlos o espetáculo "Arrumadinho" às 16h na Praça do Mercado Municipal e participará da Semana de Artes Cênicas em São Carlos-SP, programação conjunta ICACESP/SESC.
- No dia 28 (sábado) a partir das 09h30 no Teatro Instalação em São Carlos, participará da Assembléia Geral do ICACESP (Instituto Cultural de Artes Cênicas do Estado de São Paulo)
Saiba o que estará acontecendo em outros lugares:
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Rio de Janeiro
II CORTEJO CELEBRATIVO da Rede Estadual de Teatro de Rua RJ e da Rede Circo do Rio, em comemoração ao Dia Internacional do Teatro e Dia Nacional do Circo, a ser realizado no dia 27 de março, às 16h, no Largo da Carioca, Rio de Janeiro.
Esta mobilização será realizada em todo o Brasil, seguindo uma diretriz da Rede Brasileira de Teatro de Rua.
CONVOCAÇÃO GERAL- REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA
GRUPOS CONFIRMADOS:. Tá na Rua
. Grupo Off-Sina
. Será o Benidito
. Ana Luisa Cardoso / Palhaça Margarita
. Cia dos Melodramáticos
. Leo Carnevale / Palhaço Xodó
. Circo Trapézio
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São Paulo
Somos contra a privatização da cultura.
Queremos transformar a Lei Rouanet em Fundo Público destinado à todas as artes.
Queremos que as contas do Fundo Nacional de Cultura sejam abertas, transparentes, e que a seleção de projetos seja feita por Comissão Paritária eleita pelas categorias e pelo governo.
Somos pela aprovação imediata da Lei que institui o Programa de Fomento ao Teatro Brasileiro.
MOBILIZAÇÃO PERMANENTE
Amanhã, 20 de março, às 14h, na Funarte São Paulo (Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos), toda a categoria estará unida para entregar a *carta do movimento ao ministro Juca Ferreira, que estará reunido com as entidades de cultura de São Paulo. É imprescindível a presença de todos se quisermos avançar na luta pelo teatro público e pela cultura no país neste momento de crise generalizada. E a luta não para aí:Dia 20, às 14h – Funarte
Dia 23, às 19h – Tuca Arena/PUC-SP (R. Monte Alegre, 1024, Perdizes)
Dia 26 - todos novamente na Funarte para a grande mobilização do Dia Internacional do Teatro e Dia Nacional do Circo (27 de março).
- Grande ATO na porta da FUNARTE no dia 27 de março ao meio dia!
Ainda em São Paulo:
- Cidade Tiradentes os Pombas Urbanas irão fazer a apresentação do espetáculo de teatro de rua "Histórias Para Serem Contadas" no Centro Cultural Arte em Construção, nossa sede, às 20 horas para comemorar o Dia Mundial do Teatro com a comunidade.
Fone: (11) 2285- 5699 / 2282-3801
E-mail: contato@pombasurbanas.org.br
Av. Metalúrgicos, 2.100.
CEP 08471- 000 - Cidade Tiradentes
São Paulo – SP
Jundiaí
Dia do Teatro e do Circo terá programação especial
Entretenimento e diversão para celebrar o Dia do Teatro e do Circo
De acordo com a secretária de Cultura, Penha Camunhas, a proposta é aproximar o artista do público, difundido assim a produção cultural neste segmento, que é tão expressivo em nossa cidade. "Jundiaí tem representatividade em todos os setores artísticos, principalmente no teatro. Nossa proposta com a comemoração é incentivar e valorizar o artista jundiaiense, abrir espaço de intercâmbio entre os grupos da cidade e a comunidade, investir na formação do artista jundiaiense e promover a aproximação do público com a produção cultural da cidade".
Nos dois dias, o público de Jundiaí e região terá a oportunidade de conferir diversos espetáculos gratuitamente.
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Belo Horizonte
DIA MUNDIAL DO TEATRO E DO CIRCO
VENHA PARTICIPAR, ATUAR, FALAR, CANTAR, CONTAR, MOSTRAR E SOBRETUDO SE MANIFESTAR!!
ATO PÚBLICO NA
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Espírito Santo
9h30 saída do cortejo
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Bahia
No mês de março, crianças e adultos vão poder conferir espetáculos gratuitos de teatro no Pelourinho. A programação especial acontece em homenagem ao Dia Mundial do Teatro, comemorado no próximo dia 27. A iniciativa visa difundir e estimular a produção cultural do Estado, além de proporcionar ao público o contato com diferentes linguagens artísticas. Com curadoria da empresa Selma Santos Produções & Eventos, o projeto é resultado da parceria entre o Programa Pelourinho Cultural (IPAC), da Secretaria de Cultura da Bahia, e a Cooperativa Baiana de Teatro.
A Semana do Teatro no Pelô, com espetáculos voltados para o público jovem e adulto, terá início no próximo dia 24, uma segunda-feira, e permanece até a quinta-feira, dia 27. Com exceção do dia 25, quando o espetáculo acontece na Praça Quincas Berro D’Água, todas as outras apresentações serão na Pedro Arcanjo - sempre às 19h. Já a programação infantil começa mais cedo – aos domingos, dias 16, 23 e 30 de março e 06 de abril. Os espetáculos acontecem às 16h, na Praça Pedro Arcanjo. No dia 30 a apresentação será na Tereza Batista.
De acordo com a Gerente de Projetos do Pelourinho Cultural, Emília Ribeiro, é importante pensar em uma programação especial para homenagear as artes cênicas, já que, em uma mesma semana, duas datas celebram o teatro em todo o mundo, o dia 27 e o dia 20 de março, considerado o Dia Mundial do Teatro para a Infância e a Juventude e quando também se comemora os 60 anos de teatro para crianças no Brasil. “Este projeto vem, mais uma vez, reafirmar o nosso compromisso com o incentivo à cultura como forma de integração social e cidadania. A arte e a educação precisam caminhar juntas para a melhoria da formação de crianças e adolescentes”, avalia.
Na programação adulta, as peças contemplam temas como a evolução do homem, o abuso de trabalhadores e o universo feminino. Os assuntos serão explorados através da poesia, do humor e da música. O público confere os espetáculos O nariz do poeta, no dia 24; O Cordel do Pega pra Capá, agendado para o dia 25; Erê – O Eterno Retorno, no dia 26; e MPB – Mulher Popular Brasileira, que finaliza a programação adulta, no dia 27.
Num clima de aventura e brincadeiras, o público infantil assiste às peças educativas que levam ao palco assuntos como cultura popular, ecologia e acesso à cultura e cidadania. Os espetáculos são A Pedra do Meio Dia, marcado para o próximo domingo, dia 16; Rádio Biruta, no dia 23; Anacleto – O Porquinho Politicamente Correto, dia 30; e Ora Bolas!, no dia 06 de abril.
Para o Presidente da Cooperativa Baiana de Teatro, João Lima, a programação especial de teatro no Pelourinho tem duas importâncias fundamentais: “Primeiro, é uma iniciativa que ajuda a popularizar o teatro, principalmente, porque é um evento gratuito e acontece em praça pública. Acredito que as pessoas não tenham o hábito de assistir a peças teatrais, mas podem tomar gosto ao participar de projetos como este”, analisa. A segunda grande importância, explica, é a geração de emprego direto e valorização dos artistas.
De acordo com Selma Santos, responsável pela curadoria do projeto, também será uma excelente oportunidade para pais e filhos visitarem o Pelourinho, que, por si só, já é uma excelente programação, acredita. “Quando Ivanna Soutto (Diretora do Pelourinho Cultural) pediu para eu bolar uma programação especial em homenagem ao teatro, entrei imediatamente em contato com a Cooperativa e acho que o resultado ficou muito bom, principalmente, porque acontece dentro do Pelourinho. Os grupos são maravilhosos, vale a pena prestigiar”, avisa.
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Portugal
CTB comemora Dia Mundial do Teatro
A CTB - Companhia de Teatro de Braga, o Theatro Circo e o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga criaram uma programação especial para o Dia Mundial do Teatro, que se comemora a 27 de Março.
Dia Mundial do Teatro27 de Março
Theatro Circo
Programa especial:
18.30 - Ensaio Público de Concerto "Á La Carte" de Franz-Xaver Kroetz, encenação de Rui Madeira, com Ana Bustorff.
21h30 ? Espectáculo PRECONCEITO VENCIDO de Pierre Marivaux.
22h30 ? Debate/Reflexão: A Função das Práticas Artísticas Profissionais nas cidades médias, com a participação de:
- Professor Doutor Mário Vieira de Carvalho, ex-secretário de Estado da Cultura e Prof. Universitário;
- Dr.ª Ângela Mendes Ferreira, directora do Curso de Fotografia da Escola Superior Artística do Porto, fotógrafa e produtora dos Encontros da Imagem de Braga;
- Prof. Carlos Morais, coordenador adjunto do curso de Estudos Artísticos e Culturais da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Braga;
- Regina Guimarães, escritora, dramaturga e videasta;
- Cristina Mendanha, directora do Arte Total ? Centro de Educação pela Arte;
- Rui Madeira, director da CTB.
Este espectáculo é, antes de mais, um exercício de actores, sobre o Romantismo.
Testemunha privilegiada do século das Luzes, Marivaux foi, no teatro, precursor da Revolução Francesa. Defendeu a emancipação da mulher, o direito de voto, o sufrágio universal, visualizou a união livre, a igualdade sexual? mas ao contrário do seu contemporâneo Rousseau, cinquenta anos antes, acreditava que o homem nasce mau, mas que a sociedade o torna pior. É um pouco isso que se pode tirar de "Preconceito Vencido": os interesses sociais e económicos combinam-se com os do coração a tal ponto que, até parece que estão ligados naturalmente. Uma tentativa para a feliz aliança da aristocracia (falida) com a burguesia (endinheirada), na busca do poder político, "organizada" e testemunhada aqui, pela astúcia dos criados. Um caso de amor-próprio. É sobretudo isto que ressalta do teatro de Marivaux: o triunfo do amor sobre o amor-próprio. Mas é também o triunfo da Burguesia, ou mais exactamente do dinheiro. Uma pequena comédia que é prenúncio da Revolução Francesa.
Rui Madeira
Ficha Artística:
Autor: Pierre Marivaux
Encenação: Rui Madeira
Tradução: Mário Barradas
Figurinos: Sílvia Alves
Cenografia: Rui Madeira
Desenho de luz: Fred Rompante
Grafismo: Carlos Sampaio
Actores: Thamara Thaís*; Allex Miranda*; Mabelle Magalhães*; André Silva** e Jaime Soares
* Actores estagiários no âmbito dum projecto de intercâmbio da CTB com a Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura de Camaçari.
** Actor estagiário no âmbito da Oficina Bacantes: a orgia do poder.
Notícias retiradas de sites e e-mails
Caso você participe de alguma manifestação, apresentação em comemoração a essa data, nos envie: trupeolhodarua@gmail.com, estaremos publicando.
Publicado por Raquel Rollo
Dia 23 de março de 2009
Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Apresentações em Março
- Dia 15 de março "Pra Lá de Bagdá" SESC Itaquera às 13h
- Dia 27 de março "Arrumadinho" São Carlos às 16h na Praça do Mercado Municipal
"Pra Lá de Bagdá" é uma fábula que conta a estória de um rei vaidoso chamado Arbushto II, que por interesses pessoais resolve travar uma guerra. O espetáculo apresenta dois lados opostos, o da realeza e dos soldados que são convocados para essa guerra.Com música ao vivo, elementos circenses, interação com o público; a Trupe Olho da Rua leva as praças e espaços públicos a poesia e o brilho dos espetáculos mambembes, em específico dessa tradição popular que é o teatro de rua!
Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

IVO 60 apresentará nos dias 14 e 15 de fevereiro o espetáculo TOP!TOP!TOP!, o grupo contemplado pelo PROAC circulará por diversas cidades do estado de São Paulo.
Aqui em Santos as apresentações acontecerão:
- 14 de fevereiro(sábado) às 18h na Fote do Sapo
- 15 de fevereiro(domingo) às 18h na FEIRARTE (frente ao Sesc)
(todos os espaços estão localizados entre os canais cinco e seis)
Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
valeu Adailton Alves ( Buraco D' Oráculo ) pela postagem...
"Os principais comentaristas econômicos comentam a crise que irrompeu no centro do sistema e apontam o desmoronamento de suas teses mestras, mas continuam com a crença ilusória de que o mesmo modelo que nos trouxe a desgraça, ainda pode nos tirar dela. Ainda utilizam a interpretação clássica dos ciclos do capitalismo depois da abundância, sem perceber a mudança substancial do estado da Terra ocorrida nos últimos tempos".
Leonardo Boff
Leio os principais comentaristas econômicos dos grandes jornais do Rio e de São Paulo. Aprendo muito com eles, porque venho de outra área do saber. Mas, na minha opinião, eles continuam aplicando a cartilha neoliberal, o que os impede de ter um pensamento mais crítico. Ainda utilizam a interpretação clássica dos ciclos do capitalismo depois da abundância, sem perceber a mudança substancial do estado da Terra ocorrida nos últimos tempos. Por isso, noto neles uma certa cegueira em um nível profundo de seu paradigma. Comentam a crise que irrompeu no centro do sistema e apontam o desmoronamento de suas teses mestras, mas continuam com a crença ilusória de que o mesmo modelo que nos trouxe a desgraça, ainda pode nos tirar dela. Esta visão míope impede que levem em consideração os limites da Terra, os quais impõem limites ao projeto do capital. Esses limites foram ultrapassados em 30%. A Terra dá claros sinais de que não agüenta mais. Ou seja, a sustentabilidade entrou em um processo de crise planetária. Cresce cada vez mais a convicção de que não basta com fazer acertos. Estamos obrigados a mudar de rumo se queremos evitar o pior, que seria ir em direção a um colapso sistêmico certo. O sistema em crise, digamos seu nome, é, quanto ao seu modo de produção, o capitalismo. E sua expressão política é o neoliberalismo, que responde fundamentalmente às seguintes questões: como ganhar mais com o mínimo de investimento, no menor tempo possível e aumentando ainda mais seu poder? O sistema dá como óbvia a submissão total da natureza e a desconsideração das necessidades das gerações futuras. Esse pretendido desenvolvimento tem se mostrado insustentável, porque em todos os lugares em que se instalou criou desigualdades sociais graves, devastou a natureza e consumiu seus recursos muito acima do nível de reposição. Na verdade, trata-se de um crescimento apenas material, que se mede em termos de benefícios econômicos, não de um desenvolvimento integral. O grave disto é que a lógica deste sistema se opõe diretamente à lógica da vida. A primeira é linear, regida pela competição, tende à uniformização tecnológica, ao monocultivo e à acumulação privada. A outra, a da vida, é complexa, incentiva a diversidade, as interdependências, as complementaridades e reforça a cooperação na procura pelo bem de todos. Este modelo também produz, mas para servir à vida e não para servir exclusivamente ao lucro, e tem como objetivo o equilíbrio com a natureza, a harmonia com a comunidade da vida e a inclusão de todos os seres humanos. Opta por viver melhor com menos. Paul Krugman, editorialista do New York Times, denunciou valentemente (Jornal do Brasil, 20/12/08) que não há diferença básica entre os procedimentos de B. Madoff, que fraudou 50 bilhões de dólares a muitas pessoas e instituições, e os especuladores de Wall Street, que enganaram milhares de investidores e pulverizaram, também, grandes fortunas. Ele conclui: "o que estamos vendo agora são as conseqüências de um mundo que enlouqueceu". Esta loucura é conjuntural ou sistêmica? Penso que é sistêmica, porque pertence à própria dinâmica do capitalismo: para acumular, mantém grande parte da humanidade em situação de escravidão "pro tempore" e põe em perigo a base que o sustenta: a natureza com seus recursos e serviços. Cabe a pergunta: será que não existe aí uma pulsão suicida, inerente ao capitalismo como projeto civilizatório, uma pulsão que tenta explorar de maneira ilimitada um planeta que sabemos que é limitado? É como se toda a humanidade sentisse que é empurrada para dentro de uma corrente violentíssima, e não conseguisse mais sair dela. Não há dúvida de que o destino seria a morte. Será que é a marca inscrita em nosso atual DNA civilizatório, rascunhado há mais de dois milhões de anos, quando surgiu o homo habilis, aquela espécie de humanos que, pela primeira vez, começou a usar instrumentos em seu afã por dominar a natureza, que potencializou-se com a revolução agrária no neolítico e culminou no atual estágio de ânsia de dominação completa da natureza e da vida? Se continuarmos nesse caminho, onde iremos chegar? Como somos seres inteligentes e com um imenso arsenal de meios de saber e de fazer, não é impossível que consigamos reorientar nosso curso civilizatório, dando maior centralidade à vida que ao lucro, ao bem comum em vez de ao bene
fício individual. Então, poderíamos salvar-nos in extremis e ainda teríamos pela frente um futuro que almejar.
Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009
Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008
OS ARRUMADINHOS... UMA POÉTICA NA/DA PERIFERIA
Na bela Praça Mauá, tendo a importante sede da Prefeitura Municipal de Santos às costas, e repleta de transeuntes – na maioria santistas, quero crer - , nos interstícios da passagem de uma manhã e início de uma cinzenta tarde, os artistas da surpreendente Trupe Olho da Rua, de Santos, disfarçados de mendigos, dão início à sua performance. Espalhados pela Praça cinco dos seis jovens atores do grupo aproximam-se espaço delimitado para apresentação do espetáculo, e um a um, ao retirar a “casca”: um nem tão velho cobertor que os cobre, metamorfoseam-se em, nem tão otimistas como pretendem demonstrar, personagens das sedes do mundo administrado e globalizado.
Arautos sujeitados ao mundo das grandes empresas, por intermédio de um excelente jogo de envolvimento com os espectadores e mesmo passantes do espaço público, os atores-músicos-narradores, seduzem a todos aqueles que gostam e apreciam bom e sofisticado teatro. É disso que se trata. Sob uma aparente simplicidade, como de sorte todo o bom teatro popular (refiro-me aqui àquelas obras construídas coletivamente a partir do compromisso com a acessibilidade), a trupe que escolhe a rua e não só em seu nome, coloca em revista, em chave de sátira, métodos, abordagens, alcances e a coisificação dos seres, dentro ou fora das empresas.
No mundo dito globalizado, todos os conceitos e práticas são permanentemente revistados e transformados em mercadoria. Desse modo, o dentro e o fora, ao se misturarem, colocam a todos nós, esquecidos de nossa condição latino-americana, em um beco sem saída, mas com alguns ladrões (respiradores) para a consciência. Mesmo sem apresentar uma apologia à consciência, o grupo organiza o seu discurso dramatúrgico e sua proposta de encenação, fundamentados em uma troca de experiência crítico-lúdica coma platéia.
Transformados de mendigos em seres arrumadinhos (entenda-se: aparatados de acordo com o mundo do trabalho empresarial. De outro modo: do mendigo vem o burguês) os espectadores mais próximos recebem destes um crachá. Aceito o crachá, não importando se dependurado ao longo do corpo ou não, o ritual de passagem se dá: o último mendigo é um “sujeito cartão-de-crédito”, depois um homem-bomba, e, por último, uma paródia de Cristo crucificado. De certa forma, o assunto político, revisitado de modo ácido e cômico, aproxima-se muito de algumas das experiências do CPC da UNE (Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes), no Rio de Janeiro, no início dos anos de 1960.
O espetáculo da vida como simulacro (aquilo que parece, sem ser) apresentado em uma sucessão de curtos quadros parece ter a função, também, além de divertir, demolir todas as esperanças vendidas cotidiana e otimistamente a nós. Por entre esses quadros, os atores, em normalmente, números solo, relacionam-se com os espectadores. A escuta dos atores incorpora à cena muitas sugestões apresentadas pelo público.
Brincadeira de corda, repetição de slogans otimistas, cafezinho, balinhas oferecidas como pílulas, espectador feito camelô é instado a vender objetos que não são seus por um real... muitos e bons achados são desenvolvidos por meio de domínio e orquestração dos jovens atores, em processo de troca com o público.
Relação de prazer nos quase sessenta minutos de espetáculo. A Trupe Olho da Rua, além dos domínios exigidos pela cena na rua, encantam. Que venham, portanto, muitos outros trabalhos e trocas. Santos tem um surpreendente grupo de teatro de rua. Iss`aí!
Alexandre Mate
Professor do Instituto de Artes da UNESP e pesquisador de teatro
Santos, 06/09/2008
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
Desejamos a todos um 2009 cheio de alegrias!!!
13 de dezembro(sábado)– “Arrumadinho” às 19h no Espaço da Brava Cia-Panorama Teatral Sul 2008 (segue abaixo programação e endereço)
18 de dezembro(quinta)- “Alto dos Palhaços” às 18h00 na Gibiteca
20 de dezembro(sábado) - “Alto dos Palhaços” às 20h na Fonte do Sapo
21 de dezembro (domingo)– na Última Ponte (ZN) às 18h e FEIRARTE ÀS 20H “Alto dos Palhaços”
23 de dezembro( terça) – “Alto dos Palhaços” às 12h30 na Praça Mauá
24 de dezembro (quarta) – “Bufonarias II” às 16h no México 70-São Vicente
29 de dezembro (segunda) – “Bufonarias II” no Guarujá às 18h-Pitangueira (ao lado da Secretaria de Turismo)
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
Confira programação abaixo:
| 5-Sexta
19h – ABERTURA
20h – espetáculo (1h15) “Homem Cavalo & Sociedade Anônima” Cia. Estável *Debate com o grupo | 6-Sábado
15h – espetáculo (1h20) “O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado” Cia São Jorge de Variedades *Debate com o grupo
19h – espetáculo (40 min) “Fendas do asfalto” Corpo em Rito
21h – espetáculo “Eldorado Cabaré – A canção dos sonhos” Grupo Alma *Debate com os grupos | 7-Domingo
10h/13h - BRAVA CONVERSA “Falsas imagens que nos cercam e nos levam” Profº Norval Baitello 15h – espetáculo (1h30) “Cindi hip – rop – pequena ópera - Rap” Grupo Bartolomeu de Depoimentos *Debate com o grupo
19h - “Vôo de Ícaro” Cia. Jovem Paidéia de Teatro *Debate com o grupo | |
| 12 - Sexta
19h – espetáculo (1h) “Solano Trindade e Suas Negras Poesias” Capulanas Cia. Arte Negra
21h – espetáculo (1h10) “O Cidadão Perfeito” Cia. Humbalada de Teatro *Debate com os grupos | 13-Sábado “Arrumadinho” Trupe Olho da Rua *Debate com o grupo | 14-Domingo
09h/13h – WORKSHOP espaço, teatro e ritmo Hamilton Leite – Grupo Oigalê - Porto Alegre/RS
15h – espetáculo (1h) "O repouso do Adônis" Grupo TeHoA *Debate com o grupo
17h/17h30 – intervenção Dolores Boca Aberta Mecatrônica
17h30- “Geografia e estética” Integrantes da mesa: Hamilton Leite - Oigalê, Amauri Falseti – Cia. Paidéia de Teatro, Reinaldo Maia – Galpão do Folias, Luiz Carlos Moreira – Engenho Teatral. | |
Arrumadinho
A arte crítica tem encontrado cada vez mais meios e formas de exercer seus objetivos. Deste modo, têm muito em comum, ainda que estilisticamente diferentes, o teatro de revista e o teatro de Brecht. Analisar causas, conseqüências e toda a intrincada rede de funcionamento do capitalismo é a técnica escolhida pelo dramaturgo alemão e por quem mais se interesse pela transposição artística de princípios marxistas e, de um modo geral, da sociologia e da ciência política. Há outra forma mais rudimentar de se lançar um olhar crítico para a sociedade, que se constitui através da paródia. Satirizando o objeto de estudo por meio da hipertrofia de seus aspectos negativos, empenha-se no sentido de tornar visível o invisível, o que não é pouco. Em tempos em que a dominação ideológica turva o olhar e escamoteia sua própria ação sobre os indivíduos, usar uma lente de aumento para destacar o que pode não ser aparente já é um esforço louvável. A uma primeira vista, é essa a pretensão do espetáculo Arrumadinho, da Trupe Olho da Rua, ao tratar da competição deliberadamente selvagem do mercado atual. Entretanto, se olharmos com mais acuidade, o espetáculo se apóia na fórmula paródica sem se restringir a ela, propondo algumas analogias e representações simbólicas.
Já em seu prólogo, a ironia brinca com a dimensão trágica. Assim como o ritual de imolação do bode, que em grego deu origem à palavra tragédia, há uma espécie de sacrifício alegórico, em que mendigos são radicalmente transformados em vendedores engravatados. Não há transformação gradual, tampouco esboço de vontade por parte das personagens, e o que se vê é um apagamento brutal do indivíduo, imposto em alguma medida. Não há oposição, pois não há consciência crítica sobre o processo, e a própria anuência passiva já tem seus traços de dominação. O tema da obra está simbolicamente introduzido e o que se vê a partir disso é o esforço claro por parte do poder hegemônico em operar essa transformação no máximo número de pessoas possíveis.
A figura do palestrante que tenta converter todos em vendedores vinculados à sua empresa tem o claro tom demagógico e populista dos charlatões que prometem mundos e fundos, e sua antinomia está em Reginaldo Elias, o ingênuo candidato que se deslumbra com a possibilidade de ascensão social. Fica, assim, claro o valor de face da empresa, que propõe que seus empregados se tornem “vencedores”, independentemente de quem sejam os perdedores e dos meios utilizados para que essa suposta vitória se efetive. A ausência de escrúpulos está posta, e a retórica do orador é construída de forma imagética e apelativa, com grande capacidade de sedução. Embora de forma paródica, dada a que todos vejam a franca exposição da artimanha, toda a estratégia de persuasão guarda grandes proporções com a realidade e é assustadora sua capacidade de convencimento.
O espetáculo detecta com inteligência os pontos em comum entre esse típico charlatanismo e os engodos das culturas de massa. Há analogias com as igrejas que estão mais preocupadas com a arrecadação de fundos do que com o programa religioso, existindo em número cada vez maior e sempre ampliando suas matrizes e filiais, e com os programas televisivos que encobrem seu real objetivo, o ibope, fingindo apelo social através da distribuição de alguns prêmios. São promessas diferentes, todas atrativas ao grande público, que escondem o real objetivo que jamais se volta a terceiros, buscando sempre o benefício próprio. Mesmo com as diferentes estratégias de cada meio, o espetáculo evidencia como o tom do discurso popularesco e o sub-tom interesseiro que se esconde por trás são absolutamente iguais em todo prosélito populista.
Ampliando suas dimensões para o trabalho informal e para o subemprego, o espetáculo entende que a competição desleal e interessada a qualquer custo apenas em um fim de sucesso pessoal contaminou todas as esferas do trabalho e, por isso, a exploração não depende de um vínculo empregatício, mas existe também entre iguais, se prejudicando para conseguir sobreviver, submetendo-se não a um patrão, mas ao próprio sistema. Da mesma forma que se anulam princípios idiossincráticos e crenças pessoais para competir no mercado, os camelôs estrangeiros da peça desvanecem a cultura de seu próprio país, vendendo produtos genericamente representantes de sua tradição, descontextualizada e superficialmente. Mais uma vez, o indivíduo se apaga, exercendo seu trabalho com o mesmo mecanismo reificante de funcionamento de uma máquina.
Por Kiko Rieser
12/11/2008
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
Release
A criação e direção é coletiva e a concepção geral do espetáculo foi concebida em 2005 por Miguel Hernandez.
O grupo estréia a versão 2008 nessa próxima terça, dia 25 de novembro às 19h no Boulevard da Othon Feliciano no Gonzaga-Santos e dia 29 de novembro (sábado) apresentará na cidade de Franca - S.P.
A apresentação é gratuita e ao ar livre, por isso em caso de chuva, será cancelada e transferida para outro dia a ser publicado no blog www.trupeolhodarua.blogspot.com .O auto de natal será apresentado até final de dezembro em praças e espaços abertos da baixada santista.
Ficha Técnica
Concepção Geral – Miguel Hernandez
Direção –Coletiva
Atores – Alan Plocki, Caio Martinez, João Paulo Pires, Raquel Rollo, Rosa Braga e Sergio Argento.
Direção Musical – Coletiva.
Cenário – Trupe Olho da Rua.
Sonoplastia – Trupe Olho da Rua.
Produção –Caio Martinez, João Paulo Pires e Raquel Rollo.
Iluminação – Deus.
Duração – 45 minutos.
Necessidades Técnicas-Sem necessidades
Público Alvo – Livre
Terça-feira, 4 de Novembro de 2008
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Grupos de teatro de rua premiados chegam de vários estados para a 3ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas; 20 espetáculos gratuitos tomam o Vale do Anhangabaú e as Zonas Sul, Leste e Oeste de São Paulo.
Fábulas políticas, literatura de cordel, circo-teatro, bonecos, adaptações do teatro oriental, máscaras, commedia dell`arte entre outros. São as criações apresentadas por grupos de teatro de rua aos transeuntes da capital entre os dias 8 à 14 de novembro e nos dias 14, 15 e 16 de novembro reunirão na Galeria Olido, articuladores de movimentos de teatro de rua de 20 estados, onde serão discutidas técnicas, estéticas e sua organização política. O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo (MTR/SP) com o co-patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e com o apoio do Ministério da Cultura (MINC) e da Secretaria de Estado da Cultura (SEC).
A partir do próximo dia 8 de novembro o Vale do Anhangabaú, será tomado por grupos de teatro de rua com diferentes pesquisas cênicas e estéticas para o espaço da rua, é a 3ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, que terá ainda em sua programação o 4º encontro nacional, da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR). A RBTR já vem se articulando nacionalmente desde 2007 e este encontro visa consolidar este movimento, bem como fortalecer o teatro de rua em âmbito nacional.
Seguindo a tradição do teatro de rua de mesclar a cultura de raiz à sua linguagem, grupos como o Baitaclã, que pesquisam danças tradicionais como: jongo, samba de roda e coco, contará as histórias folclóricas do País através de seu espetáculo.
Grupos convidados de outros estado, como os premiados Kabana (MG) e o Oigalê (RS), trarão a mistura do teatro de rua com culturas dos pampas e do interior de Minas Gerais. O Teatro Nu Escuro (GO), traz uma farsa medieval, que faz uma adaptação do advogado Pathelin, uma críticas à burguesia, em ascensão no século XVI.
Os grupos de São Paulo como: Brava Cia., Buraco d`Oráculo, Ivo 60, Núcleo Pavanelli, assim como a Trupe Olho da Rua, de Santos, somam-se ao grupos convidados para enriquecer o panorama das pesquisas cênicas no espaço aberto.
O Teatro Popular União e Olho Vivo (TUOV), o mais antigo e tradicional grupo de teatro da cidade, será o homenageado dessa da 3ª Mostra Lino Rojas. (veja abaixo)
O objetivo do MTR-SP no 4º encontro da RBTR é dar continuidade, ao mapeamento das atividades do teatro de rua, no Brasil. A Rede vem promovendo a troca de experiências entre os grupos que pesquisam diferentes linguagens e técnicas teatrais voltados para a rua.
A 3ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas terá sua abertura no dia 8 de novembro às 13hs, com um cortejo de artistas e grupos convidados, pelas ruas do centro de São Paulo, O evento deslocará seus espetáculos, no dia 9 de novembro, para três regiões mais distantes do centro de São Paulo, levando grupos a pontos periféricos da cidade, onde grupos de São Paulo desenvolvem seu trabalho. (Veja programação e locais abaixo).
No 4º Encontro da RBTR, serão discutidos técnica e estética do teatro de rua e a atual política cultural do País, Esse encontro contará de um representante do Ministério da Cultura (MINC)..
Homenageados da 3ª Mostra Lino Rojas.
O grupo homenageado da 3ª Mostra Lino Rojas será é o Teatro Popular União e Olho Vivo (TUOV), completou no dia 27 de fevereiro de 2008, 42 anos de resistência. O principal é a troca permanente de experiências culturais com as comunidades da Grande São Paulo.
Há mais de quatro décadas, desenvolveu um fértil trabalho, reconhecido nacional e internacionalmente, em defesa e em prol do desenvolvimento do Teatro Popular. Essa homenagem se estende à César Vieira e Neriney Moreira, fundadores do Teatro Popular União e Olho Vivo (TUOV) em 1966.
César Vieira é o codinome artístico do advogado Idibal Pivetta., que adotou o nome artísticopara burlar a censura. Ao ser preso, em 1974, pela ditadura militar, seus algozes descobriram que além do dramaturgo prenderam também o ativo (e um dos poucos) advogado de presos políticos e ferrenho opositor à ditadura vigente.
Como dramaturgo ganhou todos os prêmios da crítica, inclusive os mundialmente prestigiados “Casa de Las Américas”, de Cuba, e “Olantay”, da Venezuela.
Sua incessante defesa da arte popular confunde-se com a própria trajetória do TUOV e está registrada no livro “Em Busca de Um Teatro Popular”, de sua autoria.
Neriney Evaristo Moreira era ainda estudante de direito quando se reuniu ao grupo que discutia a formação de uma trupe de teatro nas Arcadas (da Faculdade de Direito do Largo São Francisco). E assim teve inicio uma das carreiras mais singulares do teatro nacional. Presente em todas as montagens do grupo é o único remanescente, ainda em atividade, do elenco original de “O Evangelho Segundo Zebedeu”.
Em seus mais de quarenta anos de Teatro Popular, Neriney Moreira se tornou a principal referência dos jovens atores do grupo. Desde a década de 70, é presidente do TUOV e, ao lado de César Vieira, o principal responsável pela manutenção do grupo.
Sábado – 08/11/08
13:00 – Cortejo Artístico – Da Praça do Patriarca até o Vale do Anhangabaú.
Apresentação do grupo Homenageado TUOV – Espetáculo - 'Lenda de Sepé Tiaraju' – no Vale do Anhangabaú
19:00 – Homenagem na sede do TUOV - Rua Newton Prado, 766 – Bom Retiro – 5579-4722
Domingo – 09/11/08 – Apresentações Descentralizadas
11h – Anuário Imaginário – Cia. Baitaclã - SP
Praça Miguel Dell´erba – ZO
Em frente Terminal Ônibus Lapa
(011)7436-3989
Grupo Bolinho
16h – Saltimbembe, Mambembancos – Grupo Rosa dos Ventos – Presidente Prudente - SP
Vila Mara - ZL
Praça do Casarão, s/n
ao lado da estação Jd. Helena
(011)8152-4483
Buraco d´Oráculo
16h – “Histórias dA Maçã” – Teatro Fabrincantes & Matulão – Assis - SP
Jd Maravilha - ZL
Av. Naylor de Oliveira
frente ao ferro velho
(011) 2282-3801/22855699
Pombas Urbanas
19h – À Sombra das Nuvens – Cia. Troada - SP
Pq. Santo Antônio - ZS
Sacolão das Artes
Rua Cândido José Xavier, 577
(11) 5511-6561 (11)9819-1418
Espaço Brava Companhia
Programação no Vale do Anhangabaú – de 10 à 14/11/08
Segunda-Feira - 10/11
11h - Arrumadinho - Trupe Olho da Rua - Santos
14h - Famiglia Milan e o Gran Circo Guaraná com Rolha - Circo Nosotros - SP
17h - ComiCidade - Buraco D´Oráculo - SP
Terça-Feira - . 11/11/08
11h - Top! Top! Top! - Ivo 60 - SP
14h - O Salto - Será o Benidito?! - RJ
17h - Viva Malasartes! Histórias de um povo de algum lugar - Núcleo Pavanelli - SP
20:00 - Debate aberto sobre os espetáculos apresentados
Local: Centro de Pesquisa para o Teatro de Rua Rubens Brito
R. Ana Cintra 202- sobreloja- Ana Cintra
Quarta-Feira - 12/11/08
11h - Tu Decides 2 - Circo Teatro Ybimarã - SP
14h - Esperando na Rodô – Sítio do Jeca - Pirassununga
17h - A Brava - Brava Cia.- SP
Quinta – Feira - 13/11/08
11h - A Folia no Terreiro do Seu Manê Pacaru - Cia. Mamulengo da Folia - SP
14h - Dupla de Dois - Circo de Trapo - SP
17h - ÊH! Boi - Grupo de Teatro Kabana - MG
20:00 - Debate aberto sobre os espetáculos apresentados.
Local: Centro de Pesquisa para o Teatro de Rua “Rubens Brito”.
R. Ana Cintra 202- sobreloja- Ana Cintra
Sexta-Feira - 14/11/08
11h - O Cabra que Matou as Cabras - grupo Nu Escuro - GO
14h - Café Pequeno da Silva e Psiu - Grupo Off Sinna - RJ
16h - Deus e o Diabo na Terra de Miséria - Grupo Oigalê - RS
4º ENCONTRO DA REDE BRASILEIRA DE TEATRO DE RUA – RBTR
Sexta-Feira – 14/11/08 – 19:30
ABERTURA do Encontro da RBTR
Sábado - 15/08 – das 09:00 às 12:00 e das 14 às 18:00
Técnicas e estéticas de teatro de rua.
Domingo – 16/11/08 – das 09:00 às 12:00 e das 14 às 18:00
Organização Política e Discussão sobre o Plano Nacional de Cultura.
Sobre os espetáculos
Lendas de Sepé Tiarajú – Teatro União e Olho Vivo
A encenação mostra um julgamento ocorrido em 1759. Portugueses e espanhóis julgam os índios guaranis, entre os quais Sepé Tiaraju. O acordo feito entre Portugal e Espanha determinava que os habitantes das missões jesuíticas-guaranis abandonassem suas casas. O espetáculo desdobra-se em forma de opereta e revela-se mais atual que nunca nesse início de século XXI.
Anuário Imaginário, Um calendário Popular - Cia Baitaclã
O espetáculo faz um passeio pelas tradições populares do Brasil, que ocorre ao longo do ano. Temos um grande festejo, em que o público relembra canções, costumes e tradições.
A Sombra das Nuvens - Cia Troada
Tem como base de pesquisa a máscara e também o grotesco, instrumento para chegarem ao seu público. O espetáculo conta a história de uma garota que sobe por uma escada em busca de um fim que não pode ser visto. No final da escada busca um passar-sonho por quem se apaixona.
Saltimbembe Mambembancos – grupo Rosa dos Ventos
Em um espetáculo de variedades circense, o grupo traz para o público o universos do circo a céu aberto. Sendo enriquecido pela música ao vivo dos palhaços.
”Histórias da Maçâ” – Teatro Fabrincantes & Matulão
O espetáculo traz o conflito de duas companhias teatrais que disputam o mesmo espaço e querem apresentar a mesma história para o público. A história é a da criação do mundo. Os dois grupos disputam o público, revelando um paraíso às avessas e provocando gargalhadas.
Arrumadinho - Trupe Olho da Rua
Na peça, seis proféticos vendedores de tudo oferecem ao público de forma bem humorada, reflexões sobre trabalho, sonhos e prosperidade, O grupo completou cinco anos, com forte atuação na cidade de Santos, principalmente em sua periferia.
Circonosotros – Família Milan e o Gran Circo Guaraná com Rolha
Resultado de uma longa pesquisa do circo do século XIX e início do XX, o espetáculo traz para o público, números circenses e aparelhos já não mais utilizados pelos circos tradicionais. Toda a ambientação se completa através do figurino e da música.
ComiCidade – Buraco d`Oráculo
O espetáculo é uma seqüência de quatro pequenas historias adaptadas da Comedia Clássica Japonesa "Kyogem". As histórias se passam nos dias de hoje numa cidade qualquer. Os personagens, pessoas simples do cotidiano, nos remetem a várias situações do meio urbano.
Top! Top! Top! - Ivo 60
O grupo paulistano pesquisa a linguagem de quadrinhos do cartunista e militante político Henfil, trazendo seus lendários personagens do papel para as ruas, acompanhados de instrumentos músicais e dança.
O Salto - Será o Benidito (RJ)
O palhaço Miguê Bruguelo Ditoefeito é resultado de uma pesquisa que o ator buscou no movimento modernista. O ator utiliza um recurso clássico dos palhaços de preparar-se para dar um salto, nesse caso são três saltos e de olhos vendados. O enredo da peça desenrola a partir dessa situação.
Viva Malasartes! Histórias de um povo de algum lugar - Núcleo Pavanelli
Duas histórias paralelas e dependentes, que ocorre em dois planos: um mundo mítico, ritualístico e o cotidiano (real). No mundo mítico a personagem da história é Pedro Malasartes, esperto e astuto. No mundo cotidiano e real, o povo criador de Malasartes, enfrenta tempos difíceis.
Dupla de Dois – Circo de trapo
Embalados por músicas de artistas que contagiaram suas gerações como Ray Charles, Locomia e Menudos. Dois palhaços viajam pelo mundo apresentando números como acrobacias, malabarismo e ballet.
Esperando na Rodô – Sítio do jeca
A proposta parte de uma pesquisa que não faz muita distinção entre o clown e o caipira, assim é apresentado o universo caipira, as tradições orais nos espaços inusitados, nesse caso o Jeca aparece em uma rodoviária.
A Brava - Brava Cia.
A Brava é um espetáculo que mostra a história de Joana d’Arc, uma jovem camponesa que se atira à frente da guerra entre França e Inglaterra, com o intuito de unificar seu país. Sua figura e a crença em sua causa atraíram grande atenção, fazendo com que Joana fosse qualificada das formas mais diversas: donzela, prostituta e santa. A peça traz a tona uma reflexão sobre os porquês das escolhas que fazemos no mundo.
A Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru – Cia. Mamulengo da folia
Seu Mané Pacaracu Casa sua filha Marieta com Benedito, mas na festa aparece o coisa ruim impedindo e levando a noiva com ele. A brincadeira segue o roteiro tradicional em que o público participa todo o tempo, auxiliando nas decisões e nos rumos da história.
Tu decides 2 - Circo Teatro Ybimarã
Circo Teatro Ybimarã (Terra sem Males, em Tupi), traz um espetáculo sem texto definido, todo sobre improvisação. A peça discorre no universo de pequenas companhias circenses que caminhavam pelo País. A peça é um jogo de improvisação, no qual há apenas um roteiro de ações.
ÊH! Boi - Grupo Teatro Kabana (MG)
Ao som de caixas, violas e pandeiros o grupo se inspira na poesia de cordel e nos cantadores do sertão para reverenciar o universo mítico do Boi. A encenação é uma roda na qual são contadas histórias e depois segue em forma de cortejo ritmado por uma orquestra de tacos.
O Cabra que Matou as Cabras - Cia. de Teatro Nu Escuro (GO)
O espetáculo é uma adaptação da peça medieval A Farsa do Advogado Pathelin, mesclado com textos de cordéis nordestinos, esquetes de picadeiro, fábulas medievais, ditos populares e elementos da cultura brasileira. O grupo usa o teatro de bonecos, circo e música ao vivo.
Café Pequeno da Silva e Psiu - grupo Off-Sina (RJ)
A peça não possui texto, pois trabalha com a dramaturgia dos palhaços de picadeiro, oriunda da tradição oral no universo circense. São entradas cômicas de diferentes linguagens como a mímica, música, habilidades circenses e eventualmente a interpretação de algum texto.
Deus e o Diabo na Terra de Miséria - grupo Oigalê (RS)
Livre adaptação do Capítulo XXI do livro "Dom Segundo Sombra" de Ricardo Guiraldes, a peças utiliza diversos recursos do teatro de rua mesclados à cultura dos pampas gaúchos. "Deus e o Diabo" é um causo que vira teatro, trova, rima e música. Uma farsa gaudéria que conta como a Miséria espalhou-se pelo mundo.
Informações ao público Selma Pavanelli
selmapavanelli@terra.com.br
Informações para a imprensa
Juan Velásquez
Juan_xango@hotmail.com
Domingo, 26 de Outubro de 2008
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
COM QUANTOS LA-LAUS SE FARIA UM PALCO LEGAL?!
Por Alexandre Mate
Fiz ranger as folhas de jornal, abrindo-lhes as pálpebras piscantes,
E logo
De cada fronteira distante subiu um cheiro de pólvora,
Perseguindo-me até em casa (...)
O mar da história é agitado.
Wladimir Maiakovski.
E então, que quereis?
Alguém tem idéia, de fato, da população da cidade de São Paulo? Quantos somos? Quantas pessoas circulam pelas ruas, avenidas, jardins, praças... da incalculável malha de circulação e, também, viária da cidade? Quantos Severinos buscando uma vida mais digna e humana – apesar dos horrores de injustiça que caracterizam o país; e nele, as grandes cidades –, chegam, por dia, à metrópole? Quantos grupos de teatro da cidade: dos ‘centros às periferias’ apresentam-se tanto nos espaços de representação como nos redimensionados para esse fim? Como terminaria Brecht em um de seus poemas: ‘Tantas histórias. Tantas questões.’
Considerando a imensa população da cidade, e nela tantos a dedicarem-se à prática teatral, seria de esperar que os espaços de representação, de certo modo, fossem proporcionais aos interesses do conjunto de sujeitos interessado nessa linguagem. Afinal, como apregoa a ideologia oficial, tratar-se-ia de uma demanda de mercado: lei de oferta e de procura. Infelizmente, e desde sempre, não é disso que se trata. Manter um espaço institucionalizado, como se sabe, é muito mais difícil do que sua construção. Mas se é difícil a um Estado incompetente e descomprometido com as demandas sociais, tanto criar como manter espaços consagrados aos mais diversos e essenciais serviços à população (e ao ler-se os programas políticos dos partidos pode-se ter uma dimensão, para além da incompetência das tantas mentiras neles impressas), seria ‘natural’ pensar: Bem, o Estado não consegue construir ou manter os espaços prometidos, mas, do mesmo modo, seria ‘natural’ que ele facilitasse aos interessados, a criação desses espaços!
Não é disso, entretanto, que se trata! Ao contrário, para um Estado em que tantas são as promessas em discursos e em palavras impressas apenas, trata-se de impedir, de todos os modos, que a população se reúna para preencher as infinitas lacunas e descompromissos desse Estado.
Senão vejamos: não há teatros suficientes para a quantidade de artistas e postulantes ao trabalho teatral. Construir certos espaços não dá votos! Melhor, então, construir grandes avenidas e tribunais pomposos, cujo metro quadrado é caro, mas, afinal, são edificações necessárias à manutenção de certas práticas necessárias a... Mas não é conveniente discutir esse assunto aqui! Como dizia acima, não há teatros suficientes, mas há uma incalculável malha de circulação de pedestres na cidade. Ótimo, basta apenas, que se marque, de alguma e qualquer forma, no chão uma, e sempre transponível, marca no chão para o fenômeno teatral acontecer... Na cidade de São Paulo as coisas não são tão fáceis assim não! Pensando o quê?! Os legisladores, segundo a propaganda, ‘da maior e mais importante cidade do país’, estão aí para descumprir com suas responsabilidades? Deixar flancos para que a população reconhecesse sua incompetência? Na-na-ni-na-não!!! Ambulantes não têm áreas específicas demarcadas para o seu trabalho? Não são concedidos alvarás exarados por tanta gente séria nos setores da Prefeitura? Os fiscais não têm a incumbência de coibir os excessos e as ilegalidades, cumprindo a lei? Então? Tudo funciona! A produção dos artistas de rua, também! A cidade é grande, mas quem quiser usar metros quadrados da tão conservada e progressista cidade precisa tirar um alvará e pagar por esse uso! Afinal, a cidade é de todos! Imposto? Então, os exorbitantes impostos recolhidos pelo Estado, destinam-se a outros setores: educação, saúde, previdência, transporte... Então, tudo isso não tem funcionado?
Que grande tristeza à nossa volta! Esse estado de calamidade e de descaso caracteriza o caos, a desumanização, a bandidagem, a corrupção..., mas não os salários dos políticos. É polícia batendo em sem-teto: que insiste em invadir prédios abandonados; em professores: que reivindicam melhores salários e condições de trabalho; em estudantes: que lutam contra o aumento da passagem; em torcedores de futebol: que querem que os jogos sejam disputados mais cedo; em artistas de rua: que usam o espaço público sempagar.
Assim como qualquer cidadão, os artistas de rua, sejam populares ou não, precisam entender que seus padecimentos decorrem, para além da ‘ordenação e de uma perversa lógica do mundo’, da ausência de políticas públicas, que podem até existir nos papéis, mas não nas práticas sociais. Artistas de teatro: sejam de rua ou de estúdios de televisão, por pagar todos os acachapantes impostos, sobretudo pela venda de sua força de trabalho, é um trabalhador também! Então, não tem tanta gente de prestígio que, feito camelô televisivo, vende de instituição bancária a remédio, passando por empresas do Estado? Artistas estão inseridos nos quadros de produção!
Consideradas todas as singularidades, a luta pelo direito de ocupação das ruas é a mesma pelo atendimento digno em um hospital. Se aqueles que usam as ruas para um ato de comunicação, de interlocução, de prazer e de entretenimento com seus iguais se aproximarem dessa delicada, mas vitalquestão, as táticas podem se transformar em estratégias de ocupação e de democracia.
Eis aí: pode ser um (re)começo!
Professor e pesquisador de teatro.
Texto do blog Movimento de Teatro de Rua de São Paulo
Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008
Nome do espetáculo: "Quem ensinou o Diabo a amassar o pão"
Sinopse: O diabo é invocado para justificar todas as atitudes negativas do homem. Ao entrar em cena o diabo contesta as afirmações e percorre o mundo falando com pessoas tentando encontrar os responsáveis pela sua personalidade, travando uma discussão sobre a relatividade entre o bem e o mal (Deus e o diabo), e a importância do processo educacional na sociedade.
Duração: 50 Minutos
Direção: Alexandre Menezes
Público: Livre
Contato: Alexandre Menezes
alexandrevemca@hotmail.com
Elenco: Alexandre Menezes, Andrezza Cavalcanti,Blau Lima, Fábio Cavalcanti, Ivo Amaral, Rodrigo Torres e Jonatas Lima.









